Archive for the ‘Minha vida’ Category

Buraco – de Tati Bernardi

Só porque li e lembrei de você, aliás, de você não de mim, aliás, de mim não, do pedaço de mim que você levou com você e do pedaço de você que preenchia esse buraco que você levou também. Enfim, só porque lembrei, e me identifiquei.

Não tem mais bagunça na sala e nem sua meia soltando pelinhos pretos que parecem terra. Hoje vou conseguir me esparramar bastante na cama e dormir, dormir, dormir. Vou poder ver coisas leves na televisão e não passar mais mal com seus jornais cheios de desgraça. Não tem mais você me fazendo comer o doce com licorzinho. Sobrou um buraco triste entre o sofá e a planta. Não tem mais seu secador de cabelo que me fazia sorrir como só as pessoas que sentem muita paz conseguem. E você pra contar mais umas das 500 histórias que me fizeram, pela primeira vez, não querer tanto ocupar a vergonha de gostar com minha voz. Não tem sua euforia, a cordinha da alegria na qual você se agarra porque tem medo do que passa abaixo dos seus pés. Não tem mais seus olhos arregalados além do susto, me pedindo que a gente se divirta, que a gente consiga porque, afinal, a vida não anda das mais fáceis pra você e você, sempre como um touro, tenta e consegue tudo. Olhos tão arregalados pra devorar, como um predador, pra se dar, pra correr atrás do que mata tanto desejo, pra conquistar o mundo com uma força que me faz ficar horas te olhando quase sem ar. Mas um pouco cego pra momentos cruciais de delicadeza e interpretação. Os vencedores são mesmo um pouco egoístas e apesar de você ter me visto tanto e feito tanto e sido mais do que tanta gente que tentou bastante, é claro que a luz principal você deve guardar para o seu caminho que eu tenho certeza que será maravilhoso. Olhar com amor requer um tempo que pessoas de passagem não podem e não devem ter e eu, em vão, tentei ser aquele maluco da plateia que agarrou o corredor rumo ao pódio solitário.
Você está certo em exibir ao mundo tantos dentes e tão brancos. Eu é que estou errada quando paro um pouquinho para olhar com tristeza esses sustos do amor. Não tem mais você tirando sarro quando eu não aguentava a dor no peito e te dizia no escuro que era mais ou menos amor mesmo. Porque era. Porque é. Se você soubesse o estado que estou agora, zumbi, pegando detalhes seus por aqui, e doendo tanto que nem sei mais por onde começar. Eu não aguento mais começar. Queria tanto continuar. Não sei, não aguento, ainda não posso, mas queria continuar.
Alguma coisa deu errado em mim, eu não sei te explicar e eu não sei como arrumar e nem sei se tem ajuda pra isso. Mas meu corpo inteiro se revolta quando gosto de alguém. Me armo inteira pra correr pra bem longe e pra lutar com unhas gigantes quem tentar impedir. Me mata constatar como é ridículo ficar com saudade só de você ir tomar banho. Ter que sentir ciúme ou mágoa ou solidão e sorrir para não ser louca. Eu sinto de um tamanho que eu não tenho e então começo a adoecer, como sempre. Eu não sou louca, eu só não tenho pele pra proteger e quando você toca em mim eu sinto seus dedos e olhos e salivas deslizando por todos os meus órgãos. E você não precisa entender o medo que isso dá, mas talvez um dia possa ter carinho.
Ao final sobro eu aqui, nem doar sangue eu posso porque não tenho tamanho, com medo das horas, dos sons, dos meus ossos. Se você pudesse ver agora, tão pequena, tão desesperada, tão apaixonada, você me diria tantas coisas horríveis de novo? Se você visse como flutuo pela casa sem conseguir pisar no chão porque dói demais você não estar aqui, você diria novamente que eu peso demais?
Me perdoe pelos meus mil anos à frente dos nossos segundos e pela saudade melancólica que eu senti o tempo todo mesmo sendo nossos primeiros momentos. Pelo retesamento na hora de entregar. Pela maneira como eu grito e culpo quem tiver perto por uma angustia que sempre foi e será só minha e que eu sempre suporto mas quando sinto amor fico achando que posso distribuí-la um pouco, mesmo sabendo que é fatal. Me desculpe por eu ter querido tanto ficar bonita e perfeita e só ter conseguido olheiras e ossos. Me perdoe pelas vezes que de tanto querer leveza acabei pesando a mão. De tanto querer sentir, pensei sobre como estava sentindo, e perdi o sentimento. Ou senti sem pensar e isso pra mim é como meus medos das drogas e então precisei roubar a chave do carro do seu bolso pra me proteger de não olhar mais uma vez você e nunca mais voltar pra casa. Minha maior dor é não saber fazer a única coisa que me interessa no mundo que é amar alguém. Me perdoa por eu querer de uma forma tão intensa tocar em você que te maltrato. Minha mão acostumada com um mundo de chatices e coisas feias fica tão gigante quando pode tocar algo lindo e puro como você, que sufoca, esmaga e estraçalha. Me perdoe pela loucura que é algo tão pequeno precisando de amor e ao mesmo tempo algo tão grande que expulsa o amor o tempo todo. Eu sou uma sanfona de esperança. Eu tenho estria na alma.
Enfim. Cansei de pedir desculpa por quem eu sou. Cansei de ouvir de todo mundo como é que se trabalha, se ama, se permanece, se constrói. Eu tentei com todas as forças amar você e agora sofro com todas as forças pelo buraco que ficou entre o sofá e a planta e o meu coração. Você vai embora e eu vou voltar para as minhas manhãs com o iogurte que eu odeio mas que é a única coisa que passa pela garganta quando o dia tem que começar. Vou voltar para aqueles e-mails chatos de pessoas que eu odeio mas que pagam esse apartamento sem você. E ficar me perguntando de novo para quem mesmo eu tenho que ser porque só tem graça ser para alguém. E que se foda o amor próprio.
Você me disse e me olhou de formas terríveis mas o que sobrou colado em cada parte do dia e de mim é a maneira como você sorri levantando que nem criança o lábio superior direito e como eu gosto de você por isso e por tudo e mesmo quando é ruim e sempre quando é incrível e ainda e muito e por um bom tempo.

Acordei meio Lia.

De TPM fora de época, estressada sem motivo aparente (aliás, são tantos os motivos que nem vale a pena se estressar.). Com síndrome de Lia. Querendo descontar em todo mundo.

Eu acordei meio assim hoje. Pra relaxar dormi a manhã inteira, deixando todo o trabalho acumulado, e pra desestressar fui na Cacau Show e comprei um monte de trufas(aiii que peso na consciência, algumas graminhas a mais hj), entre elas a de pimenta e a de menta que eu nunca tinha experimentado… DÍ-VI-NAS! Adorei! A de pimenta diferente do que se pensa não tem o gosto forte da pimenta não, tem um leve ardidinho no fundo, mas é maravilhosa. A de menta tem um ar refrescante, perfeita combinação com o chocolate. Amei as escolhas!

Ótima forma de matar a Lia que está dentro de mim…rs. Acho que quero acordar meio Lia mais vezes. Rs

Uma boa dica para hoje é passar correndo na Cacau Show e comprar trufas de pimenta, menta e marulão. Eu Recomendo!

Reticências…mudanças.

Estou ouvindo a música Reticências do “O teatro mágico” desde ontem. Ela fala sobre as mudanças que nos ocorre, e também sobre a continuidade da vida sempre dentro das constantes mudanças que há em nós. A música e a questão da mudança tem me feito refletir.

A mudança está sempre presente na nossa vida. E isso é bom! A mudança é a oportunidade de um recomeço. É uma oportunidade de voar mais alto, além do que já conseguimos.

Recentemente resolvi fazer algumas mudanças, e isso tem me trazido um fôlego novo. A mudança me inspira, apesar de eu ter um certo receio.

Quando era mais nova eu odiava mudar, gostava da rotina. Só de pensar em mudar eu já ficava depressiva, assustada. Tinha medo de tudo que era novo, que eu não conhecia, que eu não dominava. Chorava horrores quando acabava o ano e tinha que trocar de turma, quasei surtei quando mudei de escola e de igreja, ao mesmo tempo. Detestei, foi meu pior ano até hoje. Tudo isso porque ainda não tinha descoberto os benefícios que a mudança traz. Hoje em dia, se algo me incomoda e logo trato de mudar. Se um amor me faz mal, mudo de amor, mudo de lugar, de amigos, mudo o visual,  as roupas, as vezes mudo até meu quarto de lugar. Não sei porque, mas eu tenho a sensação de que mudar é uma tentativa de ter uma nova vida, e isso tem dado muito certo. Hoje a mudança é minha grande aliada. Amo a novidade. Por mim teria algo novo todos os dias, novos amigos, trabalho novo… A novidade me leva a viver, me dá aquele frio na barriga do desconhecido. Amo sentir isso!

Mudar é viver. Quando você muda pelo menos um detalhezinho do seu dia, você descobre coisas que eram imperceptíveis antes.

Mudemos todos. Mudemos todos os dias! Mas faça da rotina outra aliada, afinal ninguem consegue viver sem ela.

“Quanta mudança alcança O nosso ser posso ser assim daqui a pouco não
Quanta mudança alcança O nosso ser posso ser assim daqui a pouco

Soluçao é a solidão de nós
Deixa eu me livrar das minhas marcas
Deixa eu me lembrar de criar asas
Deixa que esse verão eu faço só
Deixa que nesse verão eu faço sol”

Ah! E recomendo demais a música do Teatro Mágico.

Um pouco de mim…

Outro dia conversando com uma amiga sobre como eu sou, cheguei a conclusão que poucos, bem poucos sabem quem eu sou. Talvez dois ou três dos convivem comigo (se for tudo isso..). Na verdade se formos pensar bem nos mostramos de verdade pra poucas pessoas, existem os que convivem anos conosco e não nos conhece nem um pouco. Bom, não me queixo disso, ao contrário, eu acho mesmo muito interessante, porque só nos mostramos totalmente, sem mascaras, àqueles que sentimos segurança pra fazê-lo.

No entanto, eu acho incrivelmente fácil conhecer uma pessoa, não que eu seja a mais esperta em comportamentos, e nem que eu conheço verdadeiramente todos que estão à minha volta. Mas sempre procuro fazê-lo, sempre procuro conhecer as pessoas que estão junto de mim, isso significa pra mim prova de afeto. Se conheço bem um amigo, foi porque passei horas, dias meses, anos a observar cada passo e comportamento dessa pessoa.

Engraçado é que sou do tipo de pessoa falante, tagarela pra ser mais epespecífica, sou do tipo pentelha, não sou uma observadora amostrada, daquelas que de longe você sabe que está te observando. Prefiro não ser assim. Por ser tão expansiva, sou sempre mal interpretada. Um dia fui falar pra um amigo que queria fazer  psicologia, e ele logo me disse: -“Vocêee? Noooossa nada a ver com você. Você fala tanto, fala alto, é aberta. Você é tão pra fora. Tão expansiva. Não consigo te ver como psicologa nunca.”  E eu concordo com ele, as vezes penso que eu como psicologa seria uma tragédia. Sou do tipo de pessoa que me envolvo muito. Se você me conta um problema fatalmente eu me esforçarei ao máximo pra te ajudar (Já entrei em muita furada assim…rs). Agora imagina eu num consultório? O paciente me contaria algo e eu acabaria chorando com ele. Sou assim. Essa é uma parte de mim que todos conhecem, pelo menos os que me contam problemas, sim. 

Mas há coisas que muitos não conhecem em mim. Os meus lados sombrios, meus medos do fracasso, minha insegurança… esses são lados que poucos conhecem. Não mostro esse lado para muitos, isso porque acho que esse tipo de coisa ninguém precisa saber. No entanto, há faces que por mim ninguém conheceria de mim, no entanto é inevitável. Talvez por eu ser muito, digamos que “a flor da pele”, do tipo que respira o que sente (seja isso bom ou ruim), eu não consiga disfarçar essas faces, a do tipo grosseirona, a do tipo “curta e grossa”, a do tipo sincericida, a do tipo que fala o que sente(e sai de baixo quem vai ouvir…rs). São os lados ruins…os defeitos latentes, que na verdade a vontade de todos era que fossem marcarados esses lados… mas não o é. E sinceramente, não faria isso, não me mascaria nesse aspecto, assim as pessoas sabem com quem estão mexendo, sabem o que penso e  o que sinto a respeito delas.

Mas enfim… na verdade poucos são os que olham pra mim e falam te conheço por completo, aqueles que olham pra minha cara e já sabem o que há no meu coração. Nunca encontrei alguém que me definisse bem, alguém que conseguisse explicar a complexidade da inha cabeça, que conseguisse entender a contradição que sou. Nem eu entendo isso. As vezes penso: ‘como pode uma pessoa que se envolve tanto com as pessoas, a ponto de esquecer de si pra ajudar alguém, ser grosseira e pavio curto? Como pode alguém que não mede esforços pra ajudar os outros, mesmo que seja alguém que já te fez mal conseguir ser tão áspera quando é ferida? Como pode?? Fico me perguntando.. como é que eu consigo ser tão tão tão contradição de mim mesma. Bom se nem eu consigo definir isso, imagina outra pessoa..rs. Mas bem, encontrei um texto que conseguiu me definir completamente. Na verdade, é resultado de um teste de temperamento que fiz. Vê aí… (e quem me conhece..dá pra dar sua opinião ao meu respeito??rs)

Os idealistas são facilmente reconhecíveis por seu entusiasmo e amabilidade. Preferem dirigir seus dons para o trabalho com pessoas, contribuindo para o conforto psicológico e espiritual delas, e também para o desenvolvimento de seu potencial. Pessoas desse grupo são muito intuitivas: costumam perceber facilmente o que está oculto e as possibilidades futuras de uma iniciativa, interpretar silêncios e ler nas entrelinhas. Suas inteligências mais desenvolvidas são as pessoais (interpessoal e intrapessoal) e a lingüística, o que os tornam excelentes professores, orientadores, escritores, poetas, dramaturgos, padres, pastores e terapeutas. Também costumam sair-se bem nas Artes e na Ciência. Têm orgulho de sua capacidade de pôr-se no lugar dos outros (empatia), respeitam-se por terem compaixão pelo próximo e ganham autoconfiança na medida em que sua autenticidade é reconhecida.

Altruístas, são capazes de fazer sacrifícios até em favor de desconhecidos, porque são compradores de causas alheias (defensores da liberdade, da paz e da igualdade; de causas ecológicas e humanitárias).

Na escola, preferem humanidades (literatura, psicologia, pedagogia, ciências sociais, história, geografia, música e balé clássicos etc.), mas também podem destacar-se em ciências físicas e exatas. Costumam dirigir-se para atividades que envolvam o desenvolvimento e a valorização das pessoas e são muito preocupados com Ética.  A maioria dos laureados com os Prêmios Nobel da Paz e da Literatura pertence a esse grupo. 

Recomendo mil vezes!

Desde o Oscar 2010, fiquei curiosa em ver “Guerra ao Terror (The Hurt Locker)”, mas sempre deixava pra depois. Essa semana resolvi assistir. Chamei um amigo e hoje de manhã assistimos.

É um filme de guerra, de ação pura. Se você não gosta de filme agitado, não vai gostar desse. Mas eu sou facinada por filmes assim. Adoro filme realista. E Guerra ao Terror é mais que realista, é um fato REAL. É chocante você assistir e saber que aquilo ali acontece todos os dias no Iraque. É chocante saber que aquele é a realidade dos soldados que trabalham ali e das pessoas ali vivem. É chocante! E apesar de ser uma realidade dura e triste, eu amei o filme. Achei 10! Merecia mil vezes o Oscar. Indico a todos. E indico sem medo errar! Bom, bom, bom! Bom demais.

E sabendo que foi feito com pouca verba… aí que merecia messsmo o Oscar.

Então se você tá aí sentado em frente ao pc lendo esse post, pare agora, vá até a locadora mais próxima e alugue. Você não vai se arrepender. Eu garanto!

ASSISTAM!  VEJAM E REVEJAM! (eu fiz isso..rs)

*E se você não gostar pode reclamar aqui, terei o prazer de respondê-lo.

Balões Coloridos.

 

Qual é o sentimento que lhe vem quando você vê balões coloridos?

Não sei você, mas em mim causa uma explosão de sentimentos. Me dá uma vontade louca de ser livre. Não pelo simples balões, nem pelas cores deles, mas simplesmente porque balões coloridos representam pra mim uma felicidade imensa. Simplesmente porque quando eu estou muito feliz a imagem que me vem a cabeça são BALÕES COLORIDOS. Talvez porque a felicidade é cheia de cores e formas.

BAES COLORIDOS.. isso me dá uma sensação de felicidade, uma vontade de ser mais feliz ainda, e uma certeza de que ser mais feliz é sempre possível.

BAES COLORIDOS.. uma sensação de liberdade, um sonho de pular de pára-quedas (bem colorido, é claro), uma vontade de voar de asa delta. Uma vontade de sentir o vento tocar meus cabelos, abrir os braços e me sentir voando, fechar os olhos e imaginar que estou nas mãos de Deus. Uma certeza inabalável que a melhor liberdade é a liberdade de espirito, é liberdade da alma… e isso me faz lembrar Balões Coloridos.

 (Deve ser maravilhoso, mas nem tenho coragem..rs)

 

 

 

 

 Éh, eu to muito feliz ultimamente. A verdade é que: JESUS TEM ME FEITO FELIZ! É tipo assim: Jesus é mais que balões coloridos pra mim, Ele me traz uma explosão de sentimentos, Ele me tras uma liberdade infitamente estranha, Ele me traz um amor incontrolável. É tipo assim: Apesar de qualquer circunstâncias, em qualquer momento, só de ouvir a voz dEle, sentí-lO perto de mim, sentir Seu amor, meu dia mudo, tudo fica mais feliz mais colorido. (Tô nem ligando pra que tá achando isso aqui um papinho chato de crente, e se você tá achando isso, é porque ainda não experimentou a felicidade de tê-lO, é algo forte demais pra ficar guardado dentro de mim.)

(E aquilo que me assombrava antes, hoje nem se compara com a felicidade que vivo em Jesus. Não me assusta mais! Não me angustia!)

Saudade.

Sinto-me estranha, é como se eu tivesse me perdido de mim em algum ponto da vida, o pior é que não sei como voltar, qualquer caminho que tento trilhar deixa-me cada vez mais longe de quem eu era. E hoje  já nem sei quem sou. Os sonhos que um dia tive já não sei onde estão, as convicções se transformaram em pó, a luta que eu vencia todos os dias me vence a cada dia levando minhas forças embora, a certeza (que vc admirava) se tornaram um turbilhão de dúvidas, e aquela menina/mulher (q vc conheceu) sumiu e não sei se um dia irei encontrar. Hoje as aguás passam mais rapido debaixo da minha ponte, é tudo um turbilhão de inconstância. Tudo que tenho certeza é que eu odeio me sentir assim, e odeio mais ainda o motivo pelo qual fiquei dessa forma.

Ai, que saudade de mim!

*Quando me sinto assim tenho mais raiva de você(vc sabe que é vc), que levou com uma violência brutal tudo aquilo que eu lutei minha vida inteira pra ser e hoje não tem a delicadeza de sequer olhar nos meus olhos, muito menos de se arrepender e  pedir desculpas.