Archive for maio \27\UTC 2010

Reticências…mudanças.

Estou ouvindo a música Reticências do “O teatro mágico” desde ontem. Ela fala sobre as mudanças que nos ocorre, e também sobre a continuidade da vida sempre dentro das constantes mudanças que há em nós. A música e a questão da mudança tem me feito refletir.

A mudança está sempre presente na nossa vida. E isso é bom! A mudança é a oportunidade de um recomeço. É uma oportunidade de voar mais alto, além do que já conseguimos.

Recentemente resolvi fazer algumas mudanças, e isso tem me trazido um fôlego novo. A mudança me inspira, apesar de eu ter um certo receio.

Quando era mais nova eu odiava mudar, gostava da rotina. Só de pensar em mudar eu já ficava depressiva, assustada. Tinha medo de tudo que era novo, que eu não conhecia, que eu não dominava. Chorava horrores quando acabava o ano e tinha que trocar de turma, quasei surtei quando mudei de escola e de igreja, ao mesmo tempo. Detestei, foi meu pior ano até hoje. Tudo isso porque ainda não tinha descoberto os benefícios que a mudança traz. Hoje em dia, se algo me incomoda e logo trato de mudar. Se um amor me faz mal, mudo de amor, mudo de lugar, de amigos, mudo o visual,  as roupas, as vezes mudo até meu quarto de lugar. Não sei porque, mas eu tenho a sensação de que mudar é uma tentativa de ter uma nova vida, e isso tem dado muito certo. Hoje a mudança é minha grande aliada. Amo a novidade. Por mim teria algo novo todos os dias, novos amigos, trabalho novo… A novidade me leva a viver, me dá aquele frio na barriga do desconhecido. Amo sentir isso!

Mudar é viver. Quando você muda pelo menos um detalhezinho do seu dia, você descobre coisas que eram imperceptíveis antes.

Mudemos todos. Mudemos todos os dias! Mas faça da rotina outra aliada, afinal ninguem consegue viver sem ela.

“Quanta mudança alcança O nosso ser posso ser assim daqui a pouco não
Quanta mudança alcança O nosso ser posso ser assim daqui a pouco

Soluçao é a solidão de nós
Deixa eu me livrar das minhas marcas
Deixa eu me lembrar de criar asas
Deixa que esse verão eu faço só
Deixa que nesse verão eu faço sol”

Ah! E recomendo demais a música do Teatro Mágico.

Twittando mais que Postando.

Bom galera, ando meio sem inspiração pro blog. A vida anda corrida…e a preguiça é muita, confesso. Sempre passo aqui quando surge inspiração(faço das palavras da minha saudozissima Gadu as minhas: não gosto muito de ficar enroscando lampada pra ver se surge idéias, deixo elas virem naturalmente) , ou quando vejo alguma notícia legal por aí na net. Ultimamente tenho recorrido ao Twitter, é mais rápido e prático. Então pra quem vem sempre aqui, dá uma passadinha no twitter, é mais atualizado. http://twitter.com/raika_martins

Então… continuarei passando aqui sempre que surgirem idéias.

Atéeeeee a próxima inspiração…rs

Um pouco de mim…

Outro dia conversando com uma amiga sobre como eu sou, cheguei a conclusão que poucos, bem poucos sabem quem eu sou. Talvez dois ou três dos convivem comigo (se for tudo isso..). Na verdade se formos pensar bem nos mostramos de verdade pra poucas pessoas, existem os que convivem anos conosco e não nos conhece nem um pouco. Bom, não me queixo disso, ao contrário, eu acho mesmo muito interessante, porque só nos mostramos totalmente, sem mascaras, àqueles que sentimos segurança pra fazê-lo.

No entanto, eu acho incrivelmente fácil conhecer uma pessoa, não que eu seja a mais esperta em comportamentos, e nem que eu conheço verdadeiramente todos que estão à minha volta. Mas sempre procuro fazê-lo, sempre procuro conhecer as pessoas que estão junto de mim, isso significa pra mim prova de afeto. Se conheço bem um amigo, foi porque passei horas, dias meses, anos a observar cada passo e comportamento dessa pessoa.

Engraçado é que sou do tipo de pessoa falante, tagarela pra ser mais epespecífica, sou do tipo pentelha, não sou uma observadora amostrada, daquelas que de longe você sabe que está te observando. Prefiro não ser assim. Por ser tão expansiva, sou sempre mal interpretada. Um dia fui falar pra um amigo que queria fazer  psicologia, e ele logo me disse: -“Vocêee? Noooossa nada a ver com você. Você fala tanto, fala alto, é aberta. Você é tão pra fora. Tão expansiva. Não consigo te ver como psicologa nunca.”  E eu concordo com ele, as vezes penso que eu como psicologa seria uma tragédia. Sou do tipo de pessoa que me envolvo muito. Se você me conta um problema fatalmente eu me esforçarei ao máximo pra te ajudar (Já entrei em muita furada assim…rs). Agora imagina eu num consultório? O paciente me contaria algo e eu acabaria chorando com ele. Sou assim. Essa é uma parte de mim que todos conhecem, pelo menos os que me contam problemas, sim. 

Mas há coisas que muitos não conhecem em mim. Os meus lados sombrios, meus medos do fracasso, minha insegurança… esses são lados que poucos conhecem. Não mostro esse lado para muitos, isso porque acho que esse tipo de coisa ninguém precisa saber. No entanto, há faces que por mim ninguém conheceria de mim, no entanto é inevitável. Talvez por eu ser muito, digamos que “a flor da pele”, do tipo que respira o que sente (seja isso bom ou ruim), eu não consiga disfarçar essas faces, a do tipo grosseirona, a do tipo “curta e grossa”, a do tipo sincericida, a do tipo que fala o que sente(e sai de baixo quem vai ouvir…rs). São os lados ruins…os defeitos latentes, que na verdade a vontade de todos era que fossem marcarados esses lados… mas não o é. E sinceramente, não faria isso, não me mascaria nesse aspecto, assim as pessoas sabem com quem estão mexendo, sabem o que penso e  o que sinto a respeito delas.

Mas enfim… na verdade poucos são os que olham pra mim e falam te conheço por completo, aqueles que olham pra minha cara e já sabem o que há no meu coração. Nunca encontrei alguém que me definisse bem, alguém que conseguisse explicar a complexidade da inha cabeça, que conseguisse entender a contradição que sou. Nem eu entendo isso. As vezes penso: ‘como pode uma pessoa que se envolve tanto com as pessoas, a ponto de esquecer de si pra ajudar alguém, ser grosseira e pavio curto? Como pode alguém que não mede esforços pra ajudar os outros, mesmo que seja alguém que já te fez mal conseguir ser tão áspera quando é ferida? Como pode?? Fico me perguntando.. como é que eu consigo ser tão tão tão contradição de mim mesma. Bom se nem eu consigo definir isso, imagina outra pessoa..rs. Mas bem, encontrei um texto que conseguiu me definir completamente. Na verdade, é resultado de um teste de temperamento que fiz. Vê aí… (e quem me conhece..dá pra dar sua opinião ao meu respeito??rs)

Os idealistas são facilmente reconhecíveis por seu entusiasmo e amabilidade. Preferem dirigir seus dons para o trabalho com pessoas, contribuindo para o conforto psicológico e espiritual delas, e também para o desenvolvimento de seu potencial. Pessoas desse grupo são muito intuitivas: costumam perceber facilmente o que está oculto e as possibilidades futuras de uma iniciativa, interpretar silêncios e ler nas entrelinhas. Suas inteligências mais desenvolvidas são as pessoais (interpessoal e intrapessoal) e a lingüística, o que os tornam excelentes professores, orientadores, escritores, poetas, dramaturgos, padres, pastores e terapeutas. Também costumam sair-se bem nas Artes e na Ciência. Têm orgulho de sua capacidade de pôr-se no lugar dos outros (empatia), respeitam-se por terem compaixão pelo próximo e ganham autoconfiança na medida em que sua autenticidade é reconhecida.

Altruístas, são capazes de fazer sacrifícios até em favor de desconhecidos, porque são compradores de causas alheias (defensores da liberdade, da paz e da igualdade; de causas ecológicas e humanitárias).

Na escola, preferem humanidades (literatura, psicologia, pedagogia, ciências sociais, história, geografia, música e balé clássicos etc.), mas também podem destacar-se em ciências físicas e exatas. Costumam dirigir-se para atividades que envolvam o desenvolvimento e a valorização das pessoas e são muito preocupados com Ética.  A maioria dos laureados com os Prêmios Nobel da Paz e da Literatura pertence a esse grupo.