Archive for novembro \25\UTC 2008

Só uma boa música

Uma música legal p/ alegrar o dia… Uma boa escolha…

p.s.: tentei colocar só a música mas o wordpress não deixa…então vai um videozinho tmb….

Buscando..

correndo1

Ela corria sem querer olhar p/ trás. Ela corria muito, como se estivesse desesperada. No fundo ela sabia que estava errada, mas ela precisava fugir. Ela queria fugir. Fugir de tudo. De tudo aquilo que de alguma forma a deixava mal. Ela precisava sair dali. Ela corria, mas não sabia p/ onde correr. Ela fugia, mas não sabia p/ onde ir. A única coisa que ela sabia era que queria sair dali. Ela não sabia p/ onde iria, mas agora já não importava mais, o que importava é que ela não estava mais ali.

Ela precisava de um novo lugar. Ela queria encontrar um novo abrigo. Ela queria se sentir segura. E a medida que ela corria a vontade aumentava. Ela não podia mais conviver com as coisas antigas. Ela não queria mais. Ela queria correr, correr, correr, até poder sentir seus pés saindo do chão, e então voar. Tudo que ela queria era se sentir livre e segura. Ela queria poder abrir os olhos e vê um lugar bonito. Ela queria abrir os olhos e poder admirar um belo pôr-do-sol. Então ela corria, corria, corria… Corria com a esperança de poder conseguir um lugar ao sol, e então poder descansar seus pés já cansados de tanto correr.

Só uma histórinha…

Ela, a ovelha negra. Ele, o filhinho do papai.

Ela nunca se importou com a regras, ao contrário acha que regras foram feitas para ser quebradas. Ela, a fora da lei. Sempre andou com as pessoas mais loucas. Com seu jeans desbotado, sua blusinha regata, seu ‘all stars’ já desgastado. Ela gosta de rock and roll e de sair para dançar. De falar sobre política e assuntos polêmicos. Ela em seu mundo é a popular. A líder da turma louca. Ela é bem resolvida. Sabe o que quer. Dificilmente muda de idéia. Sua personalidade é como a de um leão. Explosiva. Imponente. Cheia de conceitos formados. Não gosta de se relacionar. Foge de garotos. Tem medo de se apaixonar. Dificilmente fica com um cara.

Ele sempre foi o galã. Com sua roupinha engomadinha. Sua calça jeans novissima, sua camisa bem passada, um cinto que estranhamente combina com o sapato. Seus amigos todos certinhos, bem estudados. Ele gosta de MPB e de assistir filmes franceses. Ele gosta de arte, cultura e coisas inteligentes. Ele é o número 1 no seu mundo. Um mundo de disputas. Quando ele fala as pessoas param para ouvi-lo. Calmo. Equilibrado. Porém suas certezas são volúveis. Frenquentemente ele muda seus conceitos. É o cara que todas as meninas queriam. E apesar de ser inteligente e culto, gosta de ficar com todas elas. Já fez muitas delas sofrer, e nunca gostou de nenhuma. 

Ela vive em um mundo. Ele vive em outro. Dois mundos distintos onde não há comunicação alguma entre eles.

De forma descomunal eles se conheceram. Ela, Aléxia. Ele, Pierry. Um dia comum. Um dia diferente. Um dia estranho. Ela em seu habitat natural. Ele num mundo totalmente esquisito. De primeira, a experiência lhe foi bastante assustadora, até ver Aléxia. Ela trouxe consigo um sentimento bem estranho a Pierry. Um sensação diferente. Porém, seu jeito louco de viver não o convenceu. Ela era irreverente. Cheia de si. Isso o incomodava. No entanto, a sua personalidade forte o atraia. Ela não o percebeu. Dançava na pista. Ele jamais a atrairia.

Ele a observava. Analisava cada passo que ela fazia, cada gesto, cada comportamento. De longe. Ele jamais se atreveria a chegar perto dela. Foram horas de observação, depois disso muitas conclusões a respeito da garota.

Um amigo em comum dos dois a apresentou a ele.

– OI!  Foi tudo o que ela disse.

Ela era fria. Era distante. Era avuada. Não ligava pras pessoas. Tudo o que ela queria era aproveitar a vida livremente, sem interferências externas.

Ele se retraiu ao ver o comportamento da garota. Ela realmente não fazia o tipo dele. Ela era um tanto estranha.

Mas de alguma forma, que não se sabe explicar, eles se apaixonaram.  Era um sentimento arriscado.

Ele estava cada vez mais apaixonado. Não consiguia mais sonhar com um futuro sem Aléxia. Ele faria qualquer coisa para tê-la.

Ela tinha medo. Achava muito arriscado. Eles eram tão diferentes, nunca iria dar certo, ela pensava. Ela fugia de relacionamentos. Já havia se machucado tanto. Tinha feito uma promessa que agora ela se via quebrando. Ela havia prometido a si mesma que jamais se apaixonaria por um cara. E durante anos ela cumpriu essa promessa a fio. Já havia perdido muitas oportunidades por causa das feridas do passado, perderia outra vez se fosse necessário. Estava disposta a cumprir sua promessa a qualquer custo. E não seria Pierry que a faria mudar. Quando o encontrava fingia que não o via, e quando não dava certo era bem fria com ele.

A cada dia que se encontravam com Aléxia se apaixonava mais. Era estranho p/ ele. Ela não gostava das coisas que ele gostava. Eles não tinham o mesmo assunto. Ela não se vestia de forma agradável p/ ele. Aparentemente ela não o atraia, mas ele não conseguia explicar aquilo que sentia. Era muito forte. Era diferente. Era estranho. Ele não conseguia evitar. Ele não conseguia controlar. Ele precisava estar com ela. Ele precisva fazer alguma coisa. Mas a forma como ela o tratava, o assustava muito. P/ ele ela o odiava. Ele tinha que transpor essa barreira que ela havia colocado entre os dois. E ele o faria. Então decidiu ir atrás dela.

Um dia ele resolveu assistir uma das aulas dela, só p/ estar mais perto. Sentou atrás dela. Estava nervoso. Como faria p/ puxar assunto. Ele começou a falar sobre a banda que ela gostava. P/ ele tava dificil, ela parecia não gostar do assunto, ela olhava p/ ele como se estivesse pedindo p/ ele se calar. P/ ela era bonitinho, ela sabia que ele não conhecia nada sobre a banda, mas ela não podia se entregar. A primeira experiencia foi um fracasso p/ ele. P/ ela só fez aumentar o que sentia. Mas como se abriria p/ele? E se ele a ferisse como fez os outros? Ela não suportaria passar outra vez pelo o que havia passado.

No dia do show da banda preferida dela, ele foi buscá-la em casa. “Atrevido!”- ela pensou. Mas mesmo assim entrou no carro, com a cara fechada, em silêncio. E assim foi até chegar ao show. Estava decidida a não se deixar levar pelo que ele fazia. Lá ficou com outro cara na frente dele, mas nada do que ela fizesse o faria deixar de correr atrás dela.

Tudo que ela sempre quis num homem ele era. Era impossível não se apaixonar por ele. Ele fez de tudo. Deu vários presentes. Tudo que podia fazer ele fez. Ele a amava. Mas ela não se entregaria p/ ele. Ela não poderia. Havia feito uma promessa. Quanto mais ele fazia p/ agradá-la e conquistá-la, mais ela o tratava mal, p/ não se apaixonar. Até que Pierry cansou de tentar. Havia feito de tudo p/ conquistá-la.

Depois de anos eles continuavam se amando, sem saber. Pierry sofrera bastante por não ter ficado com ela, e nesse tempo conheceu outra garota, eles namoraram e agora iriam se casar. Era agora um psiquiatra famoso. 

Aléxia tinha namorado um outro homem que a abandonou ao saber que ela estava grávida. Apesar de ter sofrido com tudo isso, Aléxia tava bem, morava sozinha em apartamento perto do trabalho. Havia terminado a faculdade de comunicação social. Trabalhava num grande jornal. E tinha uma coluna sobre política em outro.

Cada um foi viver sua vida. Durante esse tempo eles não se viram mais. Não tinham notícias um do outro. Mas incrivelmente eles não haviam se esquecido.

O grande dia de Aléxia havia chegado. Era hora de finalmente ver o rostinho de seu filho. Foi levada por uma amiga ao hospital. Estranhamente, enquanto Aléxia ganhava nenem, Pierry se casava na igreja do outro lado da cidade. Ambos estavam felizes. Aléxia pensava em Pierry ao ver o filho. Pensava que poderia ser dele. Que ele poderia estar ali ao lado dela p/ vê-la tão feliz. Pierry por um momento lembrou-se dela. Poderia ser com ela que estivesse casando. Ele ainda a amava, mas agora já era tarde.

O filho de Aléxia agora estava com 4 anos. Se chamava João Pierry. Pierry estava casado e feliz, sua mulher ainda engravidara.

Aléxia se arrumou. Colocou seu melhor vestido. Amarrou seus cabelos negros encaracolados, fez a maquiagem. Arrumou João Pierry. Entrou dentro do carro. Enquanto dirigia até o casamento de sua melhor amiga, combinava com o filho o que ele não podia fazer. “Nada de correr durante a festa.”, dizia a mãe ao filho.

Depois da cerimonia, era hora da festa. Aléxia sentou-se com seu filhinho na mesa. Enquanto comia um bombom, João começou a brincar com um amiguinho.  O menino viu um balãozinho em baixo de uma mesa e foi pegá-lo. Então o cara que tava na mesa começou a conversar com ele. O homem gostou de João. João conversava com se fosse gente grande. Quando Aléxia deu falta de seu filho foi correndo atrás dele. Ao ver João no colo daquele cara, Aléxia tremeu. Era com Pierry que João conversava. Quando chegou perto de Pierry, ele a reconheceu, levantou e perguntou “É seu filho?”. Aléxia respondeu que sim, e ao pegar João, Pierry perguntou pro rapazinho “Qual é seu nome?”. “João Pierry”, respondeu o garotinho. Ele ao ouvir a resposta olhou p/ Aléxia, como quem quisesse uma resposta p/ aquilo tudo. Então Aléxia disse: “ELE TEVE CORAGEM DE FAZER O QUE EU NÃO TIVE. SE ABRIR P/ VOCÊ….” Então virou-se e foi embora.

Ela sempre o amou. Ela sempre o quis. Eles sempre se amaram. Mas ela era orgulhosa demais p/ abrir mão da promessa que tinha feito a si mesma. E ele desistiu da pessoa que ele mais amou.

Ao voltar p/ casa ele pensou: E se eu tivesse tentado um pouco mais? Se eu não tivesse desistido dela….

Ela falando consigo mesma no carro: “Se eu não tivesse sido tão orgulhosa. Se eu não tivesse tanto medo. Se eu tivesse arriscado…… ” Passou a mão na cabeça de João e disse: ELE PODERIA SER SEU PAI FILHO, PODERIA.

– O QUE MÃMAE? VOCÊ VIU AQUELE CARA MÃMAE. ELE É LEGAL!!!!

Preciso de Alguém
Que me olhe nos olhos quando falo.
Que ouça as minhas tristezas e neuroses com paciência.
E, ainda que não compreenda, respeite os meus sentimentos.
Preciso de alguém, que venha brigar ao meu lado sem precisar ser convocado;
alguém Amigo o suficiente para dizer-me as verdades que não quero ouvir,
mesmo sabendo que posso odiá-lo por isso.

Nesse mundo de céticos, preciso de alguém que creia,
nessa coisa misteriosa, desacreditada, quase impossível: A Amizade.
Que teime em ser leal, simples e justo, que não vá embora se algum dia eu
perder o meu ouro e não for mais a sensação da festa.
Preciso de um Amigo que receba com gratidão o meu auxílio, a minha mão estendida.
Mesmo que isto seja muito pouco para suas necessidades.

Preciso de um Amigo que também seja companheiro, nas farras e pescarias,
nas guerras e alegrias, e que no meio da tempestade, grite em coro comigo:
‘Nós ainda vamos rir muito disso tudo’, e ria muito.
Não pude escolher aqueles que me trouxeram ao mundo, mas posso escolher meu Amigo.
E nessa busca empenho a minha própria alma, pois com uma Amizade Verdadeira,
a vida se torna mais simples, mais rica e mais bela.

                                                                                 (Cristiana Passinato)

SEMPRE CHOVE.

images5cchuvaHoje choveu. É engraçado! Já percebi que toda vez que choro tá chovendo. Talvez pra tornar a dor mais dificil e intensa. Talvez pra chuva levar com ela as minhas lagrimas. Talvez Deus queira me mostrar que Ele chora quando eu choro. Não sei. A chuva tá sempre presente nesses momentos. E hoje não é diferente.

Me lembrodo dia que eu descobri que não tinha passado no vestibular p/ o qual estudei tanto e me empenhei tanto. Me lembro dos minutes que antecederam a noticia. Estava sentada no sofá, esperando dá a hora certa p/ acessar o site p/ saber o resultado. Lembro que me passou pela cabeça “Seria muito chato se eu não passasse.” Me lembro de pensar isso e olhar pela janela a chuva caindo. Me lembro de quando me sentei na frente do pc, assim como estou agora, e olhar pela janela a chuva do lado de fora, digitar o meu nome e aparecer ” Candidato não aprovado”. Lembro-me que naquela hora meu mundo desabou sobre minha cabeça. Todos os meus sonhos o projetos frustrados por uma única frase. Lembro-me que o baque foi tão grande que demorei alguns loooongos meses p/ aceitar a condição.

Me lembro que logo em seguida, quando tava me recuperando desse baque. Sem tempo p/pensar,tive outro. Talvez mais forte. Eu estava já deitada quando uma amiga manda uma mensagem falando p/ eu entrar no msn. Entrei e comecei a conversar, quando ela me conta que todos os meus planos amorosos foram frustrados..que era hora de pular do barco e desistir. Foi duro na hora. Fiquei com raiva. Fiquei p… Mas foi mais dificil quando a raiva passou, então ,me dei conta da dor que isso tinha me provocado. Me lembro de subir no altar p/ dançar e logo em seguida ajoelhar-me e chorar compulsivamente. De logo depois do louvor, descer do altar me sentar na cadeira abaixar a cabeça e continuar chorando. Acabou o culto, todos conversavam e riam,e eu ali sentadinha chorando. Lá fora chovia. Foi dificil encarar a dor que eu senti. Por meses eu chorei sem parar. E nesses meses era tempo de chuva. Lá fora sempre chovia e aqui dentro as minhas lagrimas regavam minha dor.

Hoje estou aqui.Lá fora chove. Faz frio. Tem cara daqueles dias tristes. O tempo tá cinza (apesar de tudo eu gosto desse tempo,acho que o dia fica lindo assim).  E eu aqui dentro pensando na minha vida. Choro. Não sei porque. Talvez saiba o motivo,mas nao saiba como encará-los.E o fato de ter que encará-los dói um pouco. Olho pela janela, a chuva caindo lentamente. Leio alguns textos, que mexe muito comigo. (http://trashdoce.blogspot.com/2008_07_01_archive.html) Talvez por me identificar em alguns aspectos. Penso em questões que me transtornam. Me vejo sozinha. Sentada em frente ao computador. Com as mesmas sensações de sempre. Chorando… E lá fora não pára de chover.

Talvez algum dia eu entenda  o porque da chuva. Talvez algum dia Deus me explique.

1194753418_rosto_na_janela_com_chuva

 Talvez algum dia eu entenda um pouco mais da minha vida. Ou se não entender, nem mesmo um dia, que eu viva intensamente a minha vida assim como ela é. Sem explicações. Sem respostas p/algumas perguntas.

 

Inventando as minhas respostas, que talvez não sejam verdadeiras. O importante é viver intensamente cada momento, mesmo que o momento seja triste. Talvez seja por issoque chove quando choro, para intensificar minha dor, pra que o momento seja intenso.